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Ninho Vazio

Por Alda Marmo | Publicado em 06/02/2020 | Categorias: Alda Marmo, Coaching For Teens

           

Ninho Vazio

Ontem eu estava esquisita. Não conseguia saber ao certo o que me incomodava, até por que não faltavam variáveis causadoras de incomodo, rs…
A ficha caiu.
Senti, pela primeira vez, forte e intensamente o esvaziamento do meu ninho. Como se a corda que sempre nos conectou se rompesse, ploc, simples assim, num piscar de olhos.

Estou há pouco mais de dez dias de férias com meus filhos de 14 e 15 anos, há 5 dias estou com eles e com 2 queridos amigos/afilhados.
Ao longo da minha carreira como mãe, percebi que a adolescência foi a fase que mais me conectou com eles, pura identificação. Sinto que uma parte de mim nunca deixou de ser adolescente (imatura, inconsequente, destemida, impulsiva, nonsense etc., etc., etc.) e claro, quando eles, Luca e Thiago iniciaram sua adolescência nos conectamos instantaneamente. A diferença é que o tempo me levou para os 40 com outras responsabilidades e eles estão ali apenas iniciando os primeiros passos para o início de uma grande jornada, COM SEUS PRÓPRIOS PÉS.

Outro dia, fiquei tentando buscar na memória o último dia que peguei-os no colo ou a última mamadeira que fiz, esqueci, maldita memória não me devolveu esse arquivo. Mais atenta e por uma questão geográfica, pulei da cama ao me lembrar que seria o último dia que eu levaria o Thiago na escola, pois no ano seguinte ele já iria a pé. Tirei foto caso mais tarde a memória fosse uma egoísta e não me desse a chance de ver nitidamente a imagem de novo.

Caiu a ficha de que se eu e meu marido sumíssemos, preferencialmente para um ano sabático, meus filhos de 14 e 15 anos estariam prontos para levar a vida. Eles não precisam mais de mim, por enquanto, só do meu dinheiro, mas não mais de mim. Eles se viram, me dão “oi” e “tchau” com naturalidade e segurança, pelo menos lavam alguma louça e quando chegam as 3 da matina vem me dar um beijo na cama e dizer que me amam.
Eu também os amo avassaladoramente.

Ainda não me acostumei, aliás nem imaginava que seria tão dolorido. Teoricamente sempre os criei para o mundo, nos meus pensamentos os vi viajando pelo mundo, vivendo e morando fora do país mas isso durava pouco, menos de 1 minuto. Na prática, olho para eles perto de mim, sentados no sofá mas sei que as asas estão prontas, eu as vi. Por enquanto os vôos são pequenos, mas esse ‘por enquanto’ também vai durar pouco…

Não são os horários impostos, o ‘não’ para uma ou outra balada ou mesmo para a bebida que vai impedí-los de fazerem sus escolhas. Depois do beijo de tchau e da porta fechada, estão pelas suas decisões e na mão de Deus.
Claro que nosso trabalho ainda não acabou, mas como disse, a base está pronta, as asas completamente prontas para voar…
Eu fico por aqui… em meio a algumas lágrimas, observando o movimento e buscando uma nova mãe dentro de mim…

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